O Poder Judiciário conta hoje com mais de cem milhões de processos em andamento. Todo mundo comenta e reclama sobre a demora em resolver seus problemas na Justiça. São anos e anos de espera o que faz as pessoas sentirem desânimo em precisar acionar a Justiça brasileira.

Porém, você sabia que há muitos casos que podem ser resolvidos FORA da Justiça?

Você sabia que em torno de 70% dos casos que estão em andamento no Poder Judiciário poderiam ser resolvidos FORA da Justiça?

Nem sempre as partes precisam buscar o Poder Judiciário. Podem buscar a solução através da conciliação, mediação e arbitragem, extrajudicialmente.

Essa alternativa traz inúmeros benefícios às partes, dentre os quais podemos destacar: rapidez, simplicidade, economia, sigilo, democracia, conveniência, eficácia, seriedade, experiência, preservação das relações.

A arbitragem em Santa Catarina vem ganhando cada vez mais espaço. Os procedimentos são sigilosos e por isso as informações acerca da utilização da arbitragem são difíceis de serem levantadas. Dentre esses procedimentos, as matérias de maior abordagem são: Inadimplência, Prestação de Serviços, Locação, Condomínio, Compra e Venda de Imóveis.

A FECEMA – Federação Catarinense das Entidades de Mediação e Arbitragem, publicou na Revista Catarinense de Resolução de Conflitos, edição comemorativa aos 15 anos da entidade, os números  apurados junto às Câmaras de Mediação e Arbitragem de Santa Catarina: “De 2007 até maio de 2017, foram mais de 32.844 procedimentos, totalizando 39.698 processos que não foram parar no Judiciário. Foram atendidas 30.852 pessoas físicas e 8.846 empresas.” (Ano V – n. 5 – Agosto 2017)

O crescimento da arbitragem brasileira é silencioso, pouco se comenta, pois esses procedimentos são mantidos em sigilo. Para citar alguns exemplos em âmbito nacional, podemos mencionar grandes causas empresariais, agronegócio, habitação, imobiliárias, construção civil, etc.

Percebe-se pouco a pouco a mudança de paradigma no panorama judicial e a escolha cada vez mais latente pelos meios alternativos de solução de conflitos.

 

Gabriela Bertoldi Purim Roeder ([email protected])


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